Revolução Período Neolítica – Resumo de História

By | junho 7, 2016

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Por volta de 10000 a.C. teve lugar a Revolução do Neolítico (do grego neos = novo e lilhos = pedra). Apesar de o homem do Neolítico ter produzido novas ferramentas de pedra polida, essa não foi a transformação mais importante ocorrida no período. Muito mais significativa foi a produção de alimentos por meio da agricultura, reduzindo a prioridade da caça e da coleta na alimentação.

Segundo estudos antropológicos recentes, há cerca de 13 mil anos ocorreu um aumento das chuvas que favoreceu o surgimento de uma vegetação propícia aos seres humanos – a savana. A abundância de recursos animais e vegetais, particularmente de cereais silvestres fáceis de armazenar, promoveu o desenvolvimento da agricultura, a sedentarização e a formação das primeiras aldeias. A colheita de grãos e outros tipos de vegetais proporcionou uma oferta regular de comida, e a domesticação de animais, como cabras, vacas e porcos, representou contínuo abastecimento de leite, carne e pele.

A domesticação de plantas e animais estabeleceu uma nova relação entre o homem e a natureza: a chamada Revolução Agrícola. Essas atividades inerentes a tais transformações requeriam um trabalho humano muito maior. Era preciso trabalhar diariamente. Preparar a terra, semear e colher. Os homens não mais poderiam apenas caçar e depois ficar ociosos o resto do tempo.

A capacidade de conseguir mais alimentos deu ao homem um controle maior sobre o meio ambiente. Também lhe permitiu, após um milhão de anos de andanças, abandonar a vida nômade e se fixar. No entanto, a troca da caça e coleta pela agricultura não ocorreu de maneira súbita. No Mesolítico – período intermediário da Idade da Pedra, de 10000 a 7000 a.C. -, o homem foi lentamente aperfeiçoando os segredos da lavoura e da pecuária. Inicialmente essas atividades eram apenas uma complementação às suas atividades de caçador e coletor.

O surgimento das cidades – Período Neolítico

A agricultura obrigava os homens a uma existência sedentária. Eles tinham de se fixar para cuidar da terra e viver juntos para se protegerem mutuamente. Assim, surgiram as cidades. A mais antiga cidade agrícola conhecida, anterior à Bíblia, foi Jericó, na Palestina. Um oásis com água potável e trigo à beira do deserto, com poucas ruas e casas modestas feitas de adobe – pequenos tijolos preparados com argila crua e secados ao sol -, sem portas nem janelas, cuja entrada era um pequeno orifício no teto. Tipo de casa muito comum no Período Neolítico.

O surgimento de cidades como Jericó, das construções e de um comércio feito com conchas e pedras semipreciosas evidenciam o largo alcance criando uma divisão do trabalho. Surgiram as olarias especializadas na fabricação de vasilhas para cozinhar e armazenar alimentos. As ferramentas de pedra também se refinaram. Boa parte das plantas alimentícias que hoje conhecemos começou a ser cultivada. Mais ainda, fibras vegetais provenientes de plantas, tomo o linho e o algodão, eram utilizadas para produzir fios e tecer roupas.

A agricultura sistemática acabou provocando mudanças nas relações entre o homem e a mulher. Os homens assumiram a responsabilidade de trabalhar nos campos e domesticar os animais, atividades que os mantinham longe de casa. A mulher permanecia na retaguarda, cuidando dos filhos, tecendo as roupas, preparando queijo a partir do leite e realizando outras tarefas domésticas. Com o tempo, conforme se percebia a importância do trabalho desempenhado fora da casa, os homens começaram a assumir o papel dominante na sociedade.

Por ter estabelecido padrões que perduram até hoje – como os assentamentos fixos, a domesticação regular dos animais e plantas, a divisão do trabalho e o exercício do poder -, a Revolução do Neolítico é um ponto crítico na história da humanidade. Essa revolução gerada pela sedentarização pode ser comparada às transformações provocadas por outra revolução tecnológica mais recente: a industrialização nos séculos XIX e XX. Ambas mudaram a face do mundo.

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