Quilombo dos Palmares

By | junho 22, 2016

Durante os mais de três séculos de escravidão africana no Brasil, os negros sempre lutaram por sua liberdade.
Ao serem capturados na África e embarcados à força nos navios negreiros, muitos começavam a sofrer de banzo, uma tristeza profunda que os impedia de comer e de querer continuar vivendo; alguns chegavam à morte.

Já no cativeiro, os escravos mostravam resistência de variadas maneiras: suicidavam-se, envenenavam os senhores, praticavam o aborto, quebravam ferramentas e boicotavam o trabalho.

Além disso, aguardavam uma oportunidade para fugir. Os negros fugitivos organizaram-se em quilombos, comunidades de escravos em áreas de difícil acesso.

O maior e mais importante quilombo foi o de Palmares, que se localizava na região da serra da Barriga, no atual estado de Alagoas, o qual chegou a reunir cerca de 30 mil habitantes.

O quilombo era formado por várias aldeias, chamadas mocambos, e seus moradores praticavam a agricultura –
milho, mandioca, feijão e cana. Desenvolviam também o artesanato de cerâmica e Objetos de ferro.

O primeiro governante de Palmares foi Ganga Zumba, sucedido por seu sobrinho, conhecido como o grande líder Zumbi.

Atacado pelos senhores de engenho e pelas autoridades coloniais, o quilombo dos Palmares resistiu por cerca de 65 anos a várias tentativas de destruição: de sua organização, por volta de 1630, só foi destruído em 1695, pela ação de Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista. Muitos quilombos resistiram, escondidos no interior do imenso território brasileiro.

Atualmente, existem aproximadamente 500 comunidades remanescentes de quilombos espalhadas pelo Brasil. São comunidades rurais que estão estabelecidas nas mesmas regiões, conservando algumas tradições africanas, como o uso coletivo da terra. De acordo com a Constituição de 1988, essas terras devem ser oficialmente entregues a seus habitantes; porém, ainda hoje, nem todos conseguiram seus títulos de propriedade.