Proclamação da República – 15 de Novembro – Resumo

By | junho 20, 2016

A partir de 1870, a ideia de um governo republicano, com governantes eleitos pelo povo, obtinha cada vez mais adeptos no Brasil. Nesse ano, foi publicado no Rio de Janeiro o Manifesto Republicano, que continha 58 assinaturas, entre advogados, médicos, jornalistas e comerciantes.

O documento ganhou repercussão em outros estados, como em São Paulo, onde foi fundado, em 1873, o Partido Republicano Paulista.

O Exército, fortalecido após a Guerra do Paraguai, também passou a simpatizar com a ideia de uma república. Nas escolas para oficiais, por exemplo, Benjamin Constant difundia o ideal republicano e acusava o Império de dar pouco valor aos militares. Durante a década de 1880, multiplicaram-se os conflitos entre os militares e o governo.

Proclamação-República

A partir de 1872, embates entre a Igreja Católica e o governo abalaram outra importante base de apoio do Império. D. Pedro II rejeitou uma bula do papa Pio IX, que deu origem a um mal-estar entre os membros do clero brasileiro.

Os religiosos se dividiram entre os que obedeceram à determinação do imperador e os que seguiram as orientações do papa. Estes últimos foram condenados a trabalhos forçados, mas anistiados três anos depois. A Igreja não chegou a conspirar contra o Império, mas tampouco se dispôs a defendê-lo.

Além disso, em 1888, os ricos proprietários de terras, até então defensores da monarquia, sentiram-se traídos com a abolição da escravatura.

Já os cafeicultores do oeste paulista, o centro dinâmico da economia do País, entenderam que a república poderia representar uma via de acesso ao poder federal, do qual ainda estavam excluídos.

O dia da Proclamação da República

Sob esse clima, em 15 de novembro de 1889, tropas lideradas pelo marechal Deodoro da Fonseca invadiram o Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, e depuseram D. Pedro II, que foi forçado a deixar o Pais dois dias depois.

De modo geral, a República resultou da aliança entre membros do Exército, cafeicultores paulistas e setores médios urbanos, todos alijados do poder político durante o período imperial.

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