Plantation – Sistema de monocultura – História – Resumo

By | junho 20, 2016

As primeiras sementes de café chegaram ao Brasil em 1727, trazidas pelo sargento Francisco de Mello Palheta, após uma viagem à Guiana Francesa.

Inicialmente, o café chegou a ser plantado no Pará, mas na década de 1770 foi introduzido no Rio de Janeiro.
A principal área de cultivo na primeira metade do século XIX estava concentrada no Vale do Paraíba, entre São Paulo e Rio de Janeiro. A região mostrava-se propicia à cultura devido às condições naturais favoráveis: chuvas bem distribuídas durante o ano e terras férteis.

Do Vale do Paraíba, cujo solo esgotou-se em razão da erosão, o café foi levado para o noroeste da província de São Paulo, ande se desenvolveu plenamente. Dali, a cultura estendeu-se para o sul de Minas Gerais e o norte do Paraná.

São Paulo, tornou-se o mais movimentado e importante do País. Ao mesmo tempo, os cafeicultores, chamados de “barões do café”, foram alçados à condição de nova aristocracia agrária.

A cultura do café exigia numerosa mão-de-obra – uma fazenda chegava a contar com até mil trabalhadores, a grande maioria de escravos negros.

Sistema plantation

A cafeicultura caracterizou-se pela plantation – latifúndio monocultor, escravista e com produção voltada para a exportação -, o mesmo sistema da economia colonial da cana-de-açúcar. Os avanços técnicos promoveram a melhoria da produtividade e, no final do século XIX, o Brasil já era o principal produtor mundial de café.

A enorme produção era incentivada pela crescente demanda do produto no mercado internacional, principalmente Estados Unidos e países europeus. Apesar da balança comercial brasileira favorável durante boa parte da segunda metade do século XIX, o fato de a economia depender quase exclusivamente do café constituía um problema, pois qualquer crise na produção ou mesmo nos mercados resultaria em catástrofe – e isso ocorreu na crise mundial de 1929.

Voltada para a exportação, a cafeicultura baseou-se, de início, no trabalho escravo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *