Período Macedônico ou Helenístico | Resumo

By | junho 7, 2016

Período Macedônico ou Helenístico ocorreu de III a.c. à II a.c. De cidade em cidade, de civilização em civilização, a ciência viaja com as caravanas de mercadores, os exércitos invasores e os viajantes solitários. A matemática dos gregos, entre eles Pitágoras, chegou até nós por meio de da Alexandria, cidade egípcia às margens do rio Nilo. Ali um grego chamado Euclides, que chegou à cidade por volta do ano 300 a.C., escreveu um dos livros mais copiados e traduzidos de toda a História: Elementos da geometria.

A história dessa cidade e da “viagem” do conhecimento grego se confunde com a trajetória dos macedônicos. Após o assassinato de Filipe II da Macedônia, em 336 a.C., subiu ao trono seu filho, Alexandre, cujo professor, o filósofo grego Aristóteles, buscou ensinar-lhe os valores da cultura grega e também os poemas de Homero. O jovem

Alexandre, o Grande

Macedônico

 

Alexandre deixou-se influenciar por essas histórias de heróis míticos que lutavam pela glória pessoal e ambicionava conquistar todo o Império Persa. Em 334 a.C., à frente de um exército de 35 mil homens, atravessou a Ásia Menor. Além de soldados, levou cientistas para estudar a vida vegetal e animal e cartografar o terreno. Após conquistar o litoral da Ásia Menor, Alexandre marchou contra a Síria e derrotou o exército persa. No Egito, em reconhecimento por terem sido libertados do jugo persa, os egípcios o fizeram faraó. Ali fundou uma nova cidade, Alexandria.

Alexandre embrenhou-se em seguida na Ásia, atravessando o Afeganistão em direção ao norte da Índia. Quando anunciou seus planos de penetrar mais fundo na Índia, suas tropas, exaustas e distantes de casa, recusaram-se a continuar. Cedendo aos desejos dos soldados, regressou em 324 a.C.

Ao vencer todas as batalhas, o exército de Alexandre construiu um império que se estendia desde a Grécia até a Índia. Suas conquistas aproximaram o Ocidente e o Oriente, assinalando o início de uma nova era. Ele próprio participou dessa transformação: casou-se com uma persa, organizou o casamento de 80 de seus oficiais e 10 mil de seus soldados com mulheres orientais e incorporou 30 mil jovens persas a seu exército. Fundou cidades de estilo helênico na Ásia, onde os colonos gregos se misturavam aos orientais.

À medida que os gregos adquiriam um conhecimento mais amplo sobre o Oriente Próximo, a mentalidade provinciana da pólis, voltada para seu próprio mundo, cedia lugar a uma perspectiva mais universal.

Em 323 a.C., aos 33 anos incompletos, Alexandre morreu, vítima de uma febre. Sua morte assinalou o fim do curto período de unidade política que ele estabelecera. Disputas sucessórias entre seus generais levaram à
divisão do Império.

Em 275 a.C., o império partiu-se em três dinastias: os ptolemaicos, no Egito; os selêucidas, na Ásia; e os antigônidas, na Macedônia. (A Macedônia -terra natal de Alexandre -continuou a dominar as cidades gregas, que periodicamente tentavam se rebelar.) Esses reis helenísticos não eram governantes nativos que gozavam de apoio local, exceto na Macedônia, mas conquistadores estrangeiros que se utilizavam de exércitos de mercenários para manter a ordem. Estavam sempre empenhados em guerrear entre si.

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