Período Clássico da Grécia Antiga | Resumo de História

By | junho 7, 2016

O período clássico (Va.C. – lVa.C). Em 499 a.C., os jônios gregos da Ásia Menor revoltaram-se contra o domínio persa. Solidária com a causa jônia, Atenas enviou vinte navios para ajudar a revolta. Em resposta, Dano 1, rei da Pérsia, enviou um pequeno destacamento à Ática.

Em 490 a.C., na planície de Maratona, o exército ateniense, composto por cidadãos, derrotou os persas. Dez anos mais tarde, Xerxes, filho de Dano, organizou uma enorme força invasora, com cerca de 250 mil homens e mais de quinhentos navios, destinada a converter a Grécia numa colônia. A maior parte das cidades-Estado, superando a autonomia da pólis, uniu-se para defender sua independência e liberdade.

Após as guerras persas, Atenas conheceu a maturidade de sua democracia e o apogeu de sua cultura. O Estado ateniense se tornou uma democracia direta, em que as leis eram feitas pelos próprios cidadãos, e não por representantes eleitos. Uma democracia em que não havia soldados e marinheiros profissionais, nem juízes mantidos pelo Estado, nem legisladores eleitos.

Na Assembléia, da qual podiam participar todos os cidadãos adultos do sexo masculino e que se reunia mais ou menos 40 vezes por ano, os atenienses discutiam e votavam os principais problemas do Estado – declaravam a guerra, firmavam tratados e decidiam onde aplicar os recursos públicos. Do mais pobre sapateiro ao mais rico comerciante, todos tinham oportunidade de expressar sua opinião, votar e exercer um cargo no governo.

Período Clássico da Grécia Antiga

 

Política – Período Clássico da Grécia Antiga

Os deveres governamentais eram exercidos por cidadãos comuns. O Estado considerava que eles eram capazes de participar com inteligência de seus negócios e desempenhariam com responsabilidade suas funções para com a cidade.

Democracia

Embora Atenas fosse uma democracia, os aristocratas continuaram a dominar a vida política durante a maior parte do séculoV. Tanto os generais eleitos pelo povo como os políticos mais destacados da Assembléia provinham de famílias nobres. Os estrangeiros residentes eram quase totalmente excluídos da cidadania e, portanto, da participação política.

Escravos

Os escravos, que constituíam aproximadamente um quarto da população de Atenas, não desfrutavam de nenhuma das liberdades que os atenienses tinham em tão alta conta. Pelo contrário, os gregos consideravam a escravidão essencial à democracia. A existência de escravos, segundo os gregos, liberava ao cidadão tempo para se dedicar às atividades políticas e culturais.

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