Arcaico – Período | Resumo de História

By | junho 7, 2016

O período arcaico (VIII a.C. – VI a.C.). Pouco a pouco, as cidades-Estado gregas – definidas como pólis ou urbes – foram se desenvolvendo. Essas urbes não têm certidão de nascimento. Só as reconhecemos quando já estavam funcionando, por volta do final do século IX e no século VIII a.C. Além disso, não houve um desenvolvimento simultâneo.

Cada urbe era independente, tinha suas próprias instituições e freqüentemente entrava em atrito com as outras. Sua dimensão era pequena; a maioria delas tinha menos de 5 mil cidadãos do sexo masculino. Atenas, que era uma grande cidade-Estado, contava com cerca de 35 mil cidadãos homens; o resto de seus 350 mil habitantes era constituído de mulheres, crianças, estrangeiros residentes e escravos, nenhum dos quais tinha direitos políticos.

A pólis amadurecida era uma comunidade com governo próprio que expressava a vontade de cidadãos livres, não os desejos de deuses, monarcas hereditários ou sacerdotes. A pólis grega também nasceu como uma instituição religiosa na qual os cidadãos buscavam conservar uma aliança com suas divindades, mas, pouco a pouco, eles reduziram a importância dos deuses na vida política e basearam o governo na razão.

Arcaico

A emergência de atitudes racionais não implicava, é claro, o fim da religião, especialmente para os camponeses, que permaneciam fiéis a seus antigos cultos, deuses e santuários. Nem os dirigentes gregos deixavam de consultar presságios e oráculos antes de tomarem decisões. Cada gesto da vida pública ou da vida privada conservava uma dimensão sagrada.

A tradição mítico-religiosa jamais desapareceu na Grécia, mas coexistiu com um crescente racionalismo. Quando a civilização ateniense atingiu seu apogeu, em meados do século V a.C., a religião já não era um fator dominante na política. O que tornou a vida política grega diferente da de civilizações primitivas, e lhe conferiu um significado duradouro, foi a capacidade dos gregos de compreender que os problemas da comunidade são provocados pelos seres humanos e exigem soluções humanas. Assim, eles chegaram a entender que a lei é uma conquista da razão mais do que algo imposto pelos deuses.

O Mediterrâneo no período Arcaico

Atenas e outras pólis gregas reuniram riqueza e organização suficientes para resolver o problema da escassez de terras férteis estabelecendo colônias no Ocidente – Sicília e Itália meridional -, nas ilhas do mar Egeu e no Oriente – ao longo do litoral da Ásia Menor e do mar Negro.

Essas colônias, fundadas para resolver o problema da superpopulação e da necessidade de terras, eram cidades-Estado independentes, dotadas de governo próprio.

Durante esses 200 zpos de colonização (750-550 a.C.), expandiram-se o comércio e a manufatura, o ritmo de urbanização acelerou-se e surgiu uma nova classe, a dos mercadores, cuja riqueza provinha mais de mercadorias e dinheiro do que da terra. A partir do século VII, esses mercadores acabariam por desafiar a aristocracia fundiária.

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