Mesopotâmia – RESUMO | povos, civilização e o que é?

By | junho 7, 2016

O nome “Mesopotâmia” ajuda a entender o lugar. A palavra grega mesopolamh, em português, significa “entre rios”. A região está situada entre os rios Tigre e Eufrates, no sudoeste da Ásia.

Embora seus limites territoriais variassem em diferentes períodos de sua história, de modo geral a Mesopotâmia abrangia, na Antiguidade, o território do atual Iraque. Com raros obstáculos naturais, era uma região de fácil acesso por todos os lados. Isso nos ajuda a entender por que tantos povos a dominaram.

As civilizações da Mesopotâmia desapareceram há quase 2,5 mil anos. Devido às sucessivas invasões, pelos povos persas, macedônios, árabes, mongóis, etc. a região foi perdendo vestígios de sua história. Suas cidades foram destruídas ou abandonadas e, com o passar do tempo, foram cobertas pela terra. Além disso, as línguas que lá eram faladas desapareceram. Assim, o mundo mesopotâmico foi esquecido.

No século XIX, porém, pesquisadores europeus começaram a escavar a região. Desenterraram uma infinidade de objetos e monumentos que foram transferidos para museus na Europa. Analisando esses objetos, arqueólogos e historiadores tentaram entender as civilizações que viveram na Mesopotâmia.

Cidades da Antiguidade

mesopotamia

 

As pesquisas realizadas até o momento indicam que na Mesopotâmia surgiram as primeiras cidades da Antiguidade, os primeiros impérios e algumas importantes invenções da humanidade, como a escrita e a legislação.

As águas dos rios Tigre e Eufrates tornaram possível a prática de uma agricultura irrigada. Mas, para isso, foi preciso domá-las. Entre os meses de abril e maio ocorriam as enchentes. Nessa época, as sementes já haviam sido plantadas.

Fazia-se necessária, portanto, a criação de algum método que protegesse as plantações. A solução foi a construção de muros e diques. As barragens acabavam servindo também para armazenar água para os períodos de seca.

 

Civilizações – Povos da Mesopotâmia

A região foi habitada por diversos povos, de línguas e culturas diferentes: sumérios, babilônios, assírios e outros
e seus afluentes.

Sumérios

O primeiro povo a criar uma vida urbana na Mesopotâmia foram os sumérios. Eles colonizaram os pantanais do Baixo Eufrates que, somando-se ao Tigre, deságua no golfo Pérsico. A origem desse povo é praticamente desconhecida. Sua língua não se assemelha a qualquer outra já conhecida.

Um pouco antes do IV milênio a.C., os sumérios chegaram à Mesopotâmia, e, nos mil anos seguintes, fundaram cidades e desenvolveram sua escrita cuneiforme, gravada em tabuletas de barro.

Cada cidade era governada por um patesi, líder religioso e chefe militar. O patesi organizava a construção de canais de irrigação, diques e templos. Ele também controlava a cobrança de impostos.
Os deuses eram considerados os proprietários das terras a quem os homens deveriam obedecer. Para homenageá-los os sumérios construíam zigurates, as pirâmides de tijolos.

 

Os Acadianos

Ao norte da Suméria havia uma cidade semita chamada Akkad (Ácade). Por volta de 2400 a.C., os ácades, liderados por Sargão o Grande, o rei guerreiro, conquistaram as cidades sumérias. Os reis acadianos foram os primeiros a manifestar a ambição de governar o que consideravam ser a terra inteira. Por isso Sargão ficou conhecido como o “soberano dos quatro cantos do mundo”. Os acadianos construíram um império que se estendia do golfo Pérsico ao mar Mediterrâneo.

Por volta de 2100 a.C., o Império Ácade desmoronou. Invasões conjugadas a disputas internas provocaram sua queda. Após um período de prolongados conflitos, por volta do século XVIII a.C., o rei da Babilônia, Hamurabi, realizou uma série de conquistas criando, na região, o Primeiro Império Babilônico.

 

A Babilônia

O Império Babilônico submeteu os sumérios, os acádios e os assírios. Para governar povos tão diferentes, Hamurabi organizou o primeiro código escrito de leis de que se tem notícia, o Código de Hamurabi. O Código defendia basicamente a vida e o direito de propriedade; mas também contemplava a honra, a dignidade e a família.

Fundamentava-se sobretudo na Lei do talião “olho por olho, dente por dente”. Previa, portanto, que para se punir os crimes, deveriam ser aplicados castigos como o afogamento, a amputação da língua e de outras partes do corpo, por exemplo.

A prosperidade econômica gerada pelas conquistas ajudou a transformar a cidade da Babilônia num dos grandes centros da Antiguidade. Muitos monumentos foram erguidos. O mais famoso deles é o zigurate de Babel, que aparece na Bíblia como Torre de babel.

A região voltaria a ser dividida entre o sul e o norte, depois que os reis cassitas, procedentes dos montes Zagros, a leste da Mesopotâmia, derrubaram a dinastia de Hamurabi. Os cassitas mantiveram a cultura e as tradições babilônicas, mas transformaram o reino com uma ampla reestruturação administrativa. A dinastia cassita governou até cerca de 1430 a.C., e seu domínio foi marcado por uma significativa produção de textos.
Após o período da dinastia cassita, a Babilônia perdeu sua influência política, ao mesmo tempo que o poderio dos assírios crescia consideravelmente.

 

Os Assírios

Famosos pela crueldade e por seu militarismo, os assírios criaram uma importante civilização, a mesopotâmica. Seus carros de guerra e unidades de cavalaria combinadas a uma potente infantaria foram fundamentais em sua política expansionista. Entre os séculos IX e VIII a.C. eles conquistaram a Mesopotâmia, a Palestina e o Egito.

Uma elite formada por sacerdotes e guerreiros submetia a população, cobrando impostos tanto na forma de trabalhos como em mercadorias. Os comandantes do exército formavam a classe mais rica e poderosa. As populações derrotadas durante as conquistas eram escravizadas.

A civilização assíria foi fortemente influenciada pela cultura da Babilônia. Assurbanipal, principal monarca assírio, organizou a biblioteca real, na cidade de Nínive, reunindo textos babilônicos sobre diversos assuntos, com cerca de 22 mil plaquetas de argila.

Na administração do Império as estradas foram melhoradas, foram estabelecidos serviços de mensageiros e foi instituída uma rígida política de controle marcada pelo terror. Por meio da tortura, de amputações e dos castigos mais variados, os guerreiros assírios criaram um clima de medo entre os vencidos.
Em 612 a.C. uma coalizão de povos medos e caldeus saqueou Nínive. Os conquistadores pilharam e destruíram a cidade e os assírios sobreviventes fugiram.

 

Os Caldeus

Após a derrota assíria, a Babilônia voltou a ser a cidade mais importante da Mesopotâmia. O Império seria novamente reconstituído e viveria um novo apogeu sob o governo de Nabucodonosor (século VI a.C.).
Durante seu reinado (604-562 a.C.), Nabucodonosor empreendeu várias campanhas militares que lhe renderam muita riqueza. Uma sublevação do reino de Judá obrigou-o a manter uma guerra que durou de 598 a 587 a.C., ano em que destruiu Jerusalém e deportou milhares de judeus (o “cativeiro da Babilônia”, mencionado no Antigo Testamento).

As riquezas provenientes da expansão territorial permitiam a realização de obras grandiosas como templos, jardins suspensos e grandes palácios.

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