Luteranismo e Martinho Lutero – Resumo de História

By | junho 10, 2016

Martinho Lutero, monge agostiniano e destacado teólogo, mostrava-se obcecado com o tema da salvação. Buscava compreender o ensinamento da Igreja de que a salvação dependia da fé, das obras e da graça.

As práticas defendidas pela Igreja para se obter a salvação – as boas ações, as orações, o jejum, as peregrinações,
a missa e os outros sacramentos – jamais haviam proporcionado paz de espírito a Lutero. O conceito de
salvação pela fé parecia responder à sua busca espiritual.

A fé, dada gratuitamente por Deus através de Cristo, proporcionaria a salvação. Com base nisso, Lutem concluiu
que, por mais numerosas e necessárias que fossem, as boas ações não trariam a salvação.

Segundo a Igreja certas pessoas iriam diretamente para o Céu ou para o Inferno, enquanto outras teriam a entrada
no Céu retardada por um período passado no Purgatório. Essa espera seria necessária para os que haviam pecado
em demasia e as pessoas se preocupavam com o tempo que poderiam ter de passar no purgatório.

As indulgências, concedidas pela Igreja, reduziam esse tempo. Os que oravam, compareciam à missa e realizavam
boas obras, inclusive doações de dinheiro à Igreja, recebiam o indulto. Tais doações causavam a má
impressão de que as pessoas estavam, literalmente, comprando sua entrada no Céu, o que foi criticado por Lutero.

 

 

Diante da pressão católica, ele resolveu discutir política. Necessitando de proteção, publicou em 15200 discurso À nobreza cristã da nação alemã. Afirmava, nele, que os tributos cobrados pela Igreja e seu poder político eram injustos, e fazia um apelo aos príncipes alemães para que retirassem sua fidelidade ao papa e reformassem a Igreja na Alemanha.

Lutero deixou claro que não desejava constituir nenhuma ameaça ao poder dos príncipes alemães, que considerava legítimo. Muitos nobres e príncipes responderam a seu apelo. A Reforma ganhou espaço entre os príncipes na luta contra a intervenção papal, considerada uma interferência estrangeira.

Reclusão de Lutero

Não restava a Lutero outra alternativa senão esconder-se para não ser preso. Nesse tempo de reclusão, cerca de um ano, traduziu para o alemão o Novo Testamento e estabeleceu os princípios fundamentais do luteranismo: aboliu a confissão, considerada obrigatória pelos católicos, o jejum, o celibato clerical e o culto aos santos.

A Reforma proporcionava aos nobres a oportunidade de confiscar as terras da Igreja, abolir o pagamento de tributos e conseguir o apoio de seus súditos, agindo como líderes de um movimento religioso popular. Eles viam na Reforma uma maneira de resistir ao Santo Imperador Católico, Carlos V, que desejava estender sua autoridade aos príncipes alemães.

A morte de Lutero

Mesmo após a morte de Lutero, o luteranismo continuou a se fortalecer em diversos principados alemães. Em 1555, Carlos pressionado, assinou a paz de Augsburgo, que estabelecia: “A religião de quem reina é a religião do país”. Cada príncipe determinaria a religião de seus súditos. Grande parte dos principados do norte se tornou protestante. O sul permaneceu católico. A divisão religiosa favoreceu a fragmentação do poder, criando um sério empecilho à unidade alemã. Fora dali, a mais importante versão do protestantismo amadureceu em Genebra.

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