Islamismo – religião islâmica | O que é? – Resumo de História

By | junho 9, 2016

O islamismo inspira multidões e se expande cada vez mais. Hoje é a religião que mais cresce no mundo. No final do século XX, ultrapassou o catolicismo em número de fiéis. Já há mais de 1 bilhão de muçulmanos no mundo. Esse crescimento se verifica até mesmo em áreas tradicionalmente cristãs, como a Europa, a África Ocidental e os Estados Unidos. Na Alemanha, eles são atualmente cerca de 3% da população, em sua maioria imigrantes de origem turca.

No Brasil, estima-se que já existia meio milhão de muçulmanos, principalmente em São Paulo, Brasília e Foz do Iguaçu. São descendentes de árabes e negros empenhados em recuperar suas raízes islâmicas.

O islã, reunindo elementos do judaísmo e do cristianismo, é considerado a última das três grandes religiões monoteístas, depois do judaísmo e do cristianismo.

Monges e Mosteiros no Islamismo

Nos mosteiros, o latim era utilizado nas conversas diárias e as práticas da medicina grega eram preservadas. Ali também os livros da literatura clássica escritos em papiros então em alto grau de decomposição eram transferidos por incansáveis copistas para pergaminhos mais resistentes.

Monges copistas reproduziam minuciosamente os livros sagrados e as obras de alguns filósofos gregos, cujo pensamento era considerado compatível com a doutrina oficial do cristianismo. O trabalho de copista era uma dura provação para o corpo. Um monge gastava um ano de trabalho para fazer uma cópia da Bíblia. Dores na vista, na coluna, no peito, no ventre, nos rins eram o preço a ser pago para salvar a palavra de Deus.

islamismo

Com as cidades em decadência, os mosteiros eram e continuavam a ser os centros culturais até o renascimento das cidades. Instruindo os camponeses nos métodos aperfeiçoados de agricultura, a partir dos conhecimentos da Antiguidade, os monges foram em parte responsáveis pela recuperação de terras que haviam sido e negligenciadas ou devastadas pelas grandes invasões.

Para o espírito medieval, a dedicação do monge a Deus, sua pobreza, sua contemplação, representavam a forma mais expressiva do modo de vida cristão. Considerando os monges como soldados na guerra contra a heresia, o papado protegeu os mosteiros e estimulou sua disseminação.

Religião islâmica: Corão, Alá, Maomé no Islamismo

O islamismo prega a obediência a um único deus. A frase “Não há outro Deus além de Alá e Maomé é o seu profeta” é a base de tudo. As revelações de Maomé são chamadas em árabe quran, ou seja, “declamação”, “recitação”. Daí o nome Corão ou Alcorão (AI Quran), o livro sagrado dos muçulmanos. No dia-a-dia, o livro é recitado na porta das mesquitas e nas cinco orações diárias. Além do Corão, existe outra fonte de revelação feita por Alá: a sunna ou “tradição”, que é o relato da vida, da palavra e das ações de Maomé. Hoje, 90% dos muçulmanos são sunitas, seguidores da sunna. Os 10% restantes são xiitas, seguidores da shi’at “facção”, que obedecem exclusivamente as palavras do Corão.

O Islã exige o cumprimento dos seguintes preceitos: crer em um único deus, Alá; orar cinco vezes ao dia, com
a cabeça voltada em direção a Meca; praticar a caridade; jejuar no Ramadã; orar em comum ao meio-dia da sexta-feira e fazer a peregrinação à cidade santa ao menos uma vez na vida.

O Corão diz: “O sincero é o combatente”. Em outro trecho, afirma; “Matem os infiéis onde quer que eles estejam;
prendam-nos, ataquem-nos e preparem contra eles todos os tipos de emboscada”. A pregação monoteísta de
Maomé podia ser interpretada como uma pregação à prática da guerra. Os califas que o sucederam politicamente
utilizaram-se do conceito de djihad— “guerra santa” – para impulsionar o expansionismo árabe.

Num momento em que o Império Romano do Ocidente havia desmoronado e os impérios Bizantino e Persa se
esfacelavam, os árabes expandiram consideravelmente seus domínios. Em menos de 100 anos o islã era a religião
de toda a costa sul e leste do Mediterrâneo, além de ter se espalhado para a Pérsia, até o vaie do Indo, e para a
Península Ibérica.

A partir da Península Ibérica os árabes pretendiam dominar a Europa do reino franco. Mas em 732 foram contidos pelos francos, sob a liderança militar de Carlos Martel, na batalha de Poitiers, no sul da França. Em função de tantas conquistas, a civilização árabe viveu seu apogeu.

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