Incas – Império, História, Cultura, Religião e Aquitetura – Resumo

By | junho 10, 2016

Os incas são na verdade uma dinastia de soberanos do povo quíchua do antigo Peru. Mas, por extensão, o termo designa também os indivíduos submetidos à dominação da dinastia. Provavelmente a partir do século XII, os incas fundaram um poderoso império, abrangendo não só o Peru como também o Equador, a Bolívia, parte do Chile e parte da Colômbia.

A Sociedade Inca

No império Inca, o imperador, conhecido por Sapa Inca, era considerado um deus na Terra. Nobres, camada média (funcionários do reino) e classe baixa (camponeses).

A sociedade incaica apresentava-se bastante diferenciada. Três grupos de parentesco se distinguiam: o do soberano (Inca), e seus descendentes; o das concubinas do Rei, também de sangue real; e, por fim, o de outras esposas. Esses dois últimos grupos formavam a aristocracia, e delas saíam os altos sacerdotes, os militares e os políticos. Havia uma nobreza inferior formada pelos caciques regionais (kuracas) e funcionários qualificados. A seguir, a massa da população, composta de agricultores e de artesãos e, por último, os escravos, obtidos na guer- ra e na conquista.

 

incas

Cultura e Arquitetura

Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de pedras encaixadas. Já na arte, faziam muito uso do ouro.

Religião

O principal deus inca foi o Deus Inti (Deus do Sol). Além disso, também cultuavam animais.

Aldeias Incas

A população vivia em pequenas comunidades agropastoris, localizadas em aldeias, cada uma habitada por um conjunto de famílias, o ayllu, elemento essencial sobre o qual estavam assentados os fundamentos econômicos da sociedade. O ayllu era o grande grupo familiar, formando uma unidade econômica, militar e religiosa, obedecendo à chefia de um kuraca e possuindo território próprio.

Os membros do ayllu eram obrigados a prestar serviços para as obras públicas e outras tarefas impostas pelo Inca. Os nativos, apesar de proprietários de bens imóveis e móveis, ficavam sempre na de- pendência das decisões do monarca, responsável direto por seu sustento e sua proteção. Também do soberano dependia grande parte da vida de cada um, pois era ele quem fixava a idade de casamento, a data dos cultos religiosos e até mesmo a época das viagens e a mudança de domicílio.

Domínio Espanhol

 

As concepções de tempo desses povos eram diferentes das nossas. Desprovidos de uma escrita comparável à européia, eles deixaram somente vestígios de pouca utilidade para compreendê-los. A cultura dos incas, por exemplo, desintegrou-se tão rapidamente após o domínio espanhol que hoje é extremamente difícil sua reconstituição histórica.

Quase tudo que sabemos desses povos pré-hispânicos vem de documentos dos conquistadores europeus. Os historiadores Carmen Bernard e Serge Gruzinski formulam a seguinte questão: “Como penetrar nesse ‘outro mundo’ sem reduzi-lo demais à nossa forma de perceber os seres e as coisas?”

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