Feudalismo e Sistema Feudal – O que é? – Resumo

By | junho 9, 2016

O Feudalismo foi um sistema social, político e econômico baseado no poder que os senhores feudais (ou suseranos) tinham sobre porções de terras, que arrecadavam impostos dos camponeses (vassalos) em troca do uso das terras. Tais impostos eram pagos através do trabalho que os camponeses prestavam para os senhores feudais. Assim, como forma de pagamento, tinham que trabalhar 3 dias da semana para o senhor feudal. Esse tributo era chamado de Corveia.

A Terra e o Feudalismo

Os trabalhos agrícolas constituíam a principal atividade desenvolvida pelos homens. Terras férteis, ferramentas e técnicas adequadas, mão-de-obra abundante e clima favorável eram garantias de prosperidade ou, pelo menos, de sobrevivência para as sociedades humanas.

Durante o feudalismo, a paisagem européia era essencialmente rural. As extensas florestas abrigavam, em seu interior, espaços quase sem árvores, clareiras mais ou menos vastas, onde se desenvolvia o cultivo da terra. A sociedade feudal

 

A Sociedade Feudal

A posse da terra passava a definir as diferenças entre os grupos sociais no período medieval. No topo da sociedade figuravam os clérigos e os nobres, senhores dos domínios que cobriam o território europeu durante o período. A ambos cabia a direção da sociedade.

Os clérigos eram os portadores da tradição cristã e deviam zelar pela manutenção de seus princípios no seio da comunidade européia. Deviam combater o mal e os pecados com as armas da doutrina religiosa.

Os nobres possuíam a direção militar da sociedade medieval. Empunhavam suas armas contra os inimigos da fé cristã e os agressores externos. Muitas vezes, no entanto, nobres cristãos lutavam entre si em defesa da honra ultrajada pela quebra de algum acordo ou pela ofensa moral a alguma dama ou pelo desejo de mais terras e riquezas

feudalismo.

A direção religiosa exercida pelos clérigos e a função guerreira dos nobres eram sustentadas pela posse de terras e pela atividade agrícola a cargo dos trabalhadores.

A Igreja era a maior proprietária de terras no período e seu patrimônio não cessava de crescer. Seus domíni não eram divididos em herança. Ao contrário, os nobres comumente deixavam parte de seus bens (em geral porçã de terra) para a Igreja em testamentos, procurando, com a caridade, a salvação de suas almas.

já a nobreza precisava de recursos para a aquisição de suas armas (espadas, escudos, armaduras, etc.) e cavalos. Terras e camponeses eram indispensáveis para a vida desses guerreiros. Quanto maior fosse a capacidade militar de um nobre, tanto maior sua possibilidade de conquistar mais domínios. A guerra constituía, portanto, uma forma regular de atividade econômica no feudalismo.

Em função disso, desenvolveram-se no interior da nobreza relações de subordinação pessoal e compromissos militares recíprocos. Desde o século IX, através de um acordo denominado contrato feudo-vassálico, nobres poderosos cediam a outros, em troca de auxílio militar, alguns benefícios, em geral terras, para que estes pudessem garantir seu sustento e sua condição social. O nobre que cedia o bem passava a ser designado por que recebia o feudo e obrigava-se a prestar auxílio militar a seu suserano chamava-se vassalo.

Os Trabalhadores

Abaixo dessas duas ordens sociais, a dos sacerdotes e dos guerreiros, figuravam todos os trabalhadores (servos, artesãos, pequenos camponeses e comerciantes), social e politicamente submetidos aos detentores de terras. Formavam a imensa maioria da população e eram encarregados de todas as atividades manuais necessárias à sua sobrevivência e ao sustento da nobreza e do clero.

O controle da fé e o controle das armas garantiam à nobreza e ao clero o poder sobre os demais grupos sociais do período. A divisão social (clero, nobreza e trabalhadores) e suas respectivas funções (oração, guerra e trabalho) eram justificadas como um ordenamento sagrado esclarecido a toda a sociedade por aqueles que se definiam como os intermediários entre Deus e os homens: o clero. Os trabalhadores deviam obediência a seus senhores guerreiros. Ambos deveriam estar subordinados à vontade de Deus transmitida pela Igreja.

imagem: fcnoticias

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