Fenícios – Civilização, Economia e Religião | Resumo

By | junho 7, 2016

As transformações das sociedades no Egito e na Mesopotâmia vieram acompanhadas do desenvolvimento de povos vizinhos. É o caso dos fenícios, dos hebreus e, por fim, dos persas. Esses povos, no entanto, não encontraram as mesmas facilidades para desenvolver a agricultura. Seus caminhos foram outros.

Chamou-se Fenícia a antiga região que se estendia pelo território do que mais tarde seria o Líbano, parte da Síria e da Palestina. Habitada por um povo de artesãos, navegadores e comerciantes, suas cidades principais foram Biblo (futura Jubayl), Sídon (Saída), Tiro (Sur), Bérito (Beirute) e Arado.

Os fenícios chegaram às costas da Ásia Menor por volta de 3000 a.C. No começo, estiveram divididos em pequenos Estados locais, dominados às vezes pelos impérios da Mesopotâmia e do Egito. Apesar de submetidos, os fenícios conseguiram desenvolver uma florescente atividade econômica que lhes permitiu, com o passar do tempo, transformar-se numa potência comercial do mundo banhado pelo Mediterrâneo.

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Foram os gregos que os chamaram de Phoiníke, “país da púrpura”. A púrpura, substância usada para tingir tecidos, era um dos produtos fenícios mais requisitados. Os tecidos vermelhos faziam muito sucesso naquela época. As elites na Antiguidade gostavam de usá-los como sinal de posição social elevada.

A cidade de Tiro assumiu um papel fundamental na região. Em pouco tempo, muitos de seus habitantes participavam das rotas comerciais do interior, comercializando principalmente madeira de cedro, azeite e perfumes. Mercadores fenícios estavam presentes na península Ibérica, no sul da Palestina, em Cartago e, no norte da África, assim como no Egito, sobretudo na região do deita do Nilo.

Religião dos Fenícios

A religião dos fenícios era politeísta e antropomórfica.

 

Economia e Navegação – Fenícios

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O comércio se fez principalmente pelo mar, o que contribuiu para desenvolver a habilidade dos fenícios como construtores navais e navegadores. Sua fama de construtores de barcos se espalhou entre os egípcios. Estes, em suas inscrições nas pirâmides, contam que por volta de 2600 a.C. compraram 40 embarcações fenícias, feitas de cedro, um tipo de madeira clara.

A navegação também favoreceu o desenvolvimento da Astronomia, enquanto as necessidades comerciais impulsionaram a Matemática. Ao mesmo tempo desenvolveram sua mais significativa contribuição para a humanidade: um alfabeto fonético simplificado, composto de 22 letras. Todas as palavras poderiam ser representadas pela combinação de letras evitando a necessidade de memorizar milhares de diagramas. Assimilado, por gregos e romanos, serviu de base para o alfabeto ocidental atual.

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