Expansão Marítima Europeia – Portuguesa e Espanhola

By | junho 9, 2016

A expansão marítima Européia deu início ao processo da Revolução Comercial, que caracterizou o início do século XV, se expandindo aos dois séculos seguintes. Abaixo apresentamos a expensão marítima europeia divida em expansão portuguesa e espanhola.

A expansão marítima portuguesa

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O poder monárquico conseguia concentrar recursos para a montagem de exércitos regulares e expedições marítimas,
dirigidas por membros da aristocracia e com a participação de elementos da burguesia.
Em 1415, o próprio rei D. João comandou uma expedição ao norte da África contra os muçulmanos de Ceuta,
dando início à expansão marítima portuguesa. Ao mesmo tempo que abria uma nova fase da história européia, a aventura marítima retomava as motivações básicas da Reconquista e das Cruzadas de tempos passados: combater em nome da fé e obter mais terras e riquezas. Pode-se entender a expansão marítima como uma segunda expansão feudal.

O rico comércio das especiarias e as informações sobre as maravilhas orientais estimulavam os portugueses.
Como os mercadores genoveses e venezianos exerciam o monopólio da rota mediterrânea, restava-lhes procurar
caminhos alternativos, explorando a costa ocidental da África. O Atlântico, tido até àquela altura como o “Mar
Tenebroso”, povoado por monstros e outros perigos, era o grande obstáculo a ser vencido.

As viagens marítimas tornaram-se desde cedo um empreendimento do Estado. O desenvolvimento dos conhecimentos cartográficos, bem como das embarcações e de novas técnicas e instrumentos de navegação, foi permitindo o avanço dos portugueses em direção ao sul do continente africano.

Em 1434, após 15 tentativas sem sucesso, dobraram o cabo Bojador, primeiro grande obstáculo em direção ao
sul da África. Tratava-se de uma região que amendrontava os marinheiros pela presença de fortes ondas e de constantes nevoeiros.

Em 1488, o navegador Bartolomeu Dias alcançou o extremo sul da África, contornando o cabo das Tormentas,
denominado, a partir de então, cabo da Boa Esperança. O caminho para os mistérios e as riquezas das Índias estava
aberto aos portugueses.

A expansão marítima espanhola

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Os espanhóis comemoravam o acontecimento mais importante do ano: a expulsão dos muçulmanos do solo ibérico. Granada, último reduto muçulmano, havia sido tomada. Era a vitória de um cristianismo triunfante. A guerra servia para selar a união dos castelhanos contra os islâmicos. Nela, a religiosidade medieval se misturava ao nascente Estado espanhol.

O ano de 1492 foi marcado também pela “descoberta” da América, cuja importância, porém, só seria reconhecida
com o correr do tempo. Se a exaltação do sentimento cristão é fundamental para entender o período, não
podemos desprezar o afã do lucro, a ambição pessoal de enriquecer e conseguir um prestígio duradouro. Foi nessa
busca, de ouro e prestígio, que partiu Cristóvão Colombo. Pouco antes, Hernando de Talavera, confessor da rainha
Isabel, implorara que ela desistisse da expedição, lembrando-lhe que estaria desafiando os limites fixados por Deus
para a expansão e desviando os cristãos de sua tarefa mais importante: a reconquista da Terra Santa, Jerusalém.

 

Achegada de Colombo às Antilhas

A chegada de Colombo às Antilhas em 1492, o sucesso da expedição às Índias, em 1497-1498, comandada
por Vasco da Gama, e a descoberta oficial de novas terras americanas por Cabral em 1500 trouxeram novos dramas
e personagens ao cenário mundial. Até 1507, as terras do Novo Mundo eram consideradas parte da Ásia. Após
essa data, as informações recolhidas por exploradores indicavam tratar-se de um novo continente que começou a
ser conhecido como América, em homenagem ao florentino Américo Vespúcio, por suas detalhadas descrições das
viagens que realizou às terras que batizou de Novo Mundo.

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Na Europa, as rivalidades entre Portugal e Espanha acentuaram-se e acabaram por levar a uma curiosa partilha
do mundo, ratificada pelo papa, pela qual todas as demais monarquias européias ficavam excluídas. O rei
francês Francisco 1, de forma irônica, alegava desconhecer a cláusula do “testamento de Adão”, que excluía a
França das terras do Novo Mundo. Como a inglesa, a monarquia francesa promoveu uma série de incursões aos
domínios considerados ibéricos e passou a fazer da pirataria uma forma de se apoderar dos produtos carreados
para a Europa.

Perigos do Mar

Um novo tipo de guerra começava a se constituir. Nos mares, os perigos já não se limitavam a monstros e
lugares prodigiosos. Assaltos a caravelas e galeões eram feitos por embarcações cada vez mais ágeis e tornavam-se
mais constantes as lutas entre esquadras de bandeiras rivais. Nos domínios territoriais ergueram-se fortificações, que procuravam garantir o embarque de mercadorias, delimitar fronteiras e áreas de influência e resistir ao assédio dos inimigos.

Os combates terrestres foram transformados pela difusão das armas de fogo e da artilharia. Não havia mais espaço para o tipo de guerra medieval, em que os cavaleiros formavam exércitos aristocráticos a partir das relações de vassalagem.

A destreza cavaleiresca não era mais suficiente para deter os numerosos exércitos, que ampliavam
seus efetivos com a utilização de soldados mercenários de diversas regiões europeias. O Estado tornou-se uma
grande máquina constituída para as batalhas navais e terrestres. A guerra era uma peça essencial no jogo político
das monarquias europeias.

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