Escravidão no Brasil – Escravidão Africana – Resumo

By | junho 22, 2016

Para fornecer a mão-de-obra necessária ao trabalho nos engenhos, foi instituído o tráfico negreiro para abastecer a escravidão no Brasil, o que acabou gerando uma atividade altamente lucrativa para os comerciantes portugueses.

Em território africano, o tráfico desenvolveu-se sobretudo na costa ocidental. Chefes tribais capturavam negros de tribos inimigas e, com os traficantes, trocavam os homens presos por bebidas, armas, tecidos e enfeites.

Os negros aprisionados viajavam para o Brasil em navios, chamados de tumbeiros, durante cerca de 40 dias e em precária situação: amontoados, acorrentados, mal alimentados e sob péssimas condições de higiene.

Por mais de três séculos, cerca de 5 milhões de africanos foram encaminhados à força para e submetidos à escravidão no Brasil. Na Bahia, predominavam negros capturados na região da Guiné – eram os chamados sudaneses. Para o Rio de Janeiro e Recife, foram mandados negros de regiões onde atualmente estão Angola, Congo e Moçambique – eram conhecidos como bantos.

No cenário de escravidão no Brasil os negros eram vistos como mercadoria, os negros eram vendidos em mercados de escravos e seu preço variava de acordo com o sexo, a idade, o estado físico e a origem. Os bantos, por exemplo, eram considerados mais cordiais e, por isso, seu preço era mais elevado.

A escravidão africana nos engenhos do Brasil

escravidão-africana-no-brasil

A escravidão no Brasil era forte nos engenhos. Por lá, os escravos trabalhavam nas plantações, nas instalações e na casa-grande. Dormiam nas senzalas. Eram constantemente vigiados pelos feitores – empregados de confiança do senhor de engenho.

A alimentação era insuficiente e os castigos físicos – como marcações no corpo com ferro em brasa e surras de açoite – ocorriam com freqüência. Desse modo, a expectativa de vida era baixa. Dificilmente um negro vivia mais de dez anos como escravo.

Durante a vigência da escravidão, até 1888, os negros africanos constituíram a principal mão-de-obra.

No século XVIII, trabalharam nas minas, onde faziam a extração de metais preciosos, e nas cidades coloniais, onde
desempenhavam todos os tipos de atividade, como trabalhadores domésticos, artesãos e carregadores. No século XIX, os negros trabalharam nas lavouras cafeeiras do Sudeste brasileiro.