Barão de Mauá – Tarifas Alves Branco e Silva Ferraz (Resumo)

By | junho 20, 2016

Os Tratados de Aliança e Amizade, estabelecidos no longínquo 1810 e que fixavam em 15% o imposto para produtos importados da Inglaterra, provocavam entraves no desenvolvimento do setor manufatureiro brasileiro.

Tarifa Alves Branco

Em 1842, o então ministro das Finanças, Manuel Alves Branco, não renovou o tratado. Dois anos depois, o ministro decretou a Tarifa Alves Branco, pela qual todos os produtos importados sem similares no Brasil sofreriam taxação de 30%, e se houvesse similaridade, 60%.

Apesar de a intenção inicial ter sido aumentar a arrecadação pública, indiretamente a tarifa favorecia o desenvolvimento interno de manufaturas.

Além disso, o fim do tráfico negreiro, determinado em 1850, liberou capital para a exploração de novas atividades econômicas, entre elas a industrial.

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Barão de Mauá

Barão de Mauá

Um dos precursores da era industrial foi Irineu Evangelista de Souza, o barão de Mauá. Na década de 1840, ele fundou diversas empresas, como o Estaleiro da Ponta da Areia, em Niterói, onde produzia navios, canhões e tubos de ferro.

Mauá também esteve diretamente ligado a empreendimentos de navegação na Amazônia e no Rio Grande do Sul, de iluminação a gás no Rio de Janeiro e em Montevidéu e da estrada de ferro que ligava o Rio de Janeiro a Petrópolis.

Além disso, fundou o Banco Mauá, que possuía filiais em Nova York, Londres, Buenos Aires e Montevidéu.
Comparável aos grandes capitalistas norte-americanos e europeus, o barão de Mauá, porém, não contou com o apoio do Império brasileiro.

Tarifa Silva Ferraz

Pressionado pela elite agrária e pelos comerciantes ingleses, o governo decretou, em 1860, a Tarifa Silva Ferraz, em lugar da Alves Branco. A nova tarifa reduzia as taxas para os produtos importados, o que prejudicava os ainda incipientes empreendimentos nacionais.

Sem condições de enfrentar a concorrência estrangeira, algumas empresas de Mauá foram adquiridas pelo capital internacional e, em 1878, ele estava falido. Contudo, ao final do Segundo Império, pode-se considerar que já havia alguma atividade industrial no Brasil, formada basicamente por empresas de bebidas, sabão e vestuário.

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