Egito Antigo – Civilização Egípcia | Resumo de História

By | junho 7, 2016

Na África, a civilização egípcia desenvolveu-se no fértil vale do rio Nilo. Inundado anualmente, durante a cheia, o Nilo depositava uma camada de húmus sobre a terra, que, cultivada, proporcionava colheitas abundantes. É nesse cenário que se inicia nosso estudo do Egito Antigo.

Por meio da construção dediques e barragens, o trabalho humano modificou o traçado do rio e melhorou as plantações. A agricultura gerava grãos duros e resistentes como o trigo e a cevada, que, mantidos secos em armazéns, alimentavam contingentes populacionais cada vez maiores.

As navegações a remo e a vela eram aperfeiçoadas continuamente. Para se ir ao norte bastava seguir a corrente do rio. Em sentido contrário era suficiente aproveitar os ventos que sopram constantemente do mar Mediterrâneo em direção ao sul.

O poder dos faraós

Egito-Antigo

 

O Estado egípcio era teocrático, isto é, o poder era justificado pela religiosidade. O faraó era tido como uni deus vivo: filho do Sol (Amon-Rá) e encarnação do deus-falcão (Hórus). Rira os egípcios toda a felicidade dependia do faraó e seu poder era ilimitado. Comandava os exércitos, aplicava a justiça, organizava as atividades econômicas. Ostentava uma coroa e um cetro, símbolos de sua autoridade.

O poder do faraó estendia-se a todos os setores da sociedade. Como senhor supremo, comandava um exército de funcionários que recolhiam impostos, fiscalizavam obras de irrigação, administravam projetos de construção, controlavam a terra, mantinham registros e supervisionavam os armazéns governamentais, onde o cereal era guardado para o caso de unia má colheita. Para os povos do Egito Antigo, o faraó era o pai e a mãe dos homens; um governante imbuído de autoridade sobrenatural para recrutar o trabalho em massa necessário à manutenção do sistema de irrigação.

A sociedade egípcia

Abaixo do faraó encontrava-se a nobreza composta pela família real, pelos altos funcionários, e pela casta dos sacerdotes, que detinham muito poder e tinham muita influência com o faraó. Os sacerdotes administravam todos os bens que os fiéis e o próprio Estado ofereciam aos deuses.

As funções da nobreza eram hereditárias, ou seja, passavam de pai para filho. Abaixo da nobreza, estavam os numerosos escribas, funcionários modestos, inúmeros sacerdotes de pequenos templos, oficiais militares, artistas e artesãos especializados a serviço do faraó ou da corte.

E, finalmente, sustentando as outras camadas, na base da pirâmide, estavam os trabalhadores, que prestavam serviços sobretudo nas pedreiras, minas, pirâmides, oficinas artesanais, agricultura.

Cultura-politica-Egito-Antigo

Esses trabalhadores compunham a grande maioria da população. Viviam com muita dificuldade, freqüentemente eram analfabetos, pagavam tributos ao Estado em forma de cereais, linho, gado ou outros produtos. Eram também forçados a trabalhar em obras públicas na época da inundação do Nilo. Moravam em cabanas e vestiam-se com roupas grosseiras.

A maior parte dos trabalhadores era composta pelos camponeses, que eram obrigados a trabalhar, sem qualquer remuneração, nas obras públicas do Estado. Os escravos estrangeiros também compunham a sólida base da pirâmide social. Trabalhavam, principalmente, nas minas e pedreiras do Estado, nas terras reais e nos templos, muitas vezes faziam parte do exército em época de guerra e eram utilizados como escravos domésticos.

A religião dos egípcios

Após a morte, a alma seria conduzida pelo deus Anúbis até o Tribunal de Osíris. Levaria consigo o Livro dos mortos, redigido pelos escribas e que testemunhava suas virtudes, e seria julgada pelo deus Osíris na presença de 42 deuses. Seu coração seria colocado num dos pratos de uma balança e deveria pesar menos que a pena que se encontrava no outro prato. Se fosse absolvida, a alma retornaria para encontrar o corpo.

Para isso se faziam inscrições nas paredes dos túmulos. Mas se fosse condenada, a alma seria devorada por uma deusa com cabeça de crocodilo.

Os egípcios adoravam muitos deuses, por isso eram politeístas. Alguns representavam o poder da natureza, como o Sol, a Terra e a Lua; outros representavam idéias, como a verdade e a justiça; e outros ainda misturavam a forma humana e animal. Estes eram os deuses antropozoomórficos.

Antigo Império (3200 a.C. – 2300 a.C.)

A época dos primeiros faraós ficou conhecida como Antigo Império Egípcio. Foi nesse período que os faraós tornaram-se grandes edificadores. O tijolo foi substituído pela pedra para se construir as pirâmides.

Sob forte controle do Estado, por volta do século XXVII a.C., ergueram-se as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, faraós da IV dinastia, e a esfinge de Gizé. O território se estendeu e o comércio marítimo no Mediterrâneo oriental se ampliou.

Por volta de 2300 a.C. a relativa estabilidade do Antigo Império foi interrompida por diversos problemas internos: diminuição das enchentes do Nilo, fome, pestes, gastos do Estado e revoltas sociais.
Em meio às disputas pelo poder, os chefes dos nomos tornaram-se mais independentes. Aos poucos o poder centralizador do faraó ia desaparecendo. A crise política desorganizava a produção agrícola, fragilizando ainda mais a economia, Era o início de uma época de dificuldades que facilitariam as invasões asiáticas, O Antigo Império chegava ao fim.

Médio Império (2000 a.C. – 1 580 a.C.)

No século XXII a.C., os governantes de Tebas afirmaram seu poder e fundaram a XI ditiastia, dos Mentuhoep, dando início ao Médio Império, com capital em Tebas. Os canais de irrigação e contenção foram ampliados e as aéreas de agricultura cresceram. O comércio também se desenvolveu, favorecendo maior contato com outros povos.

A construção de templos e tumbas marcava a força de um Estado que privilegiava poucos e explorava as comunidades camponesas. Questões sociais e econômicas mais uma vez alimentavam as pressões políticas e abalavam o poder dos faraós. Os camponeses protestavam enquanto as elites locais voltavam a exigir mais poder.
As divisões internas facilitaram a penetração dos hebreus e dos hicsos, que tiveram seu domínio facilitado pelo uso em larga escala de cavalos, carros de guerra e armas mais resistentes, desconhecidas dos egípcios.

Novo Império (1 580 a.C. – 525 a.C.)

O sentimento de identidade cultural que crescia entre os egípcios, em meio à luta contra os hicsos, acabou voltando-se contra os hebreus, que findaram dominados e escravizados. Por volta de 1 250 a.C., os hebreus, sob a liderança de Moisés, conseguiram fugir do Egito, no episódio que ficou conhecido como Êxodo, registrado no Antigo Testamento da Bíblia.

No Novo Império, um Egito militarizado ampliava seus domínios. Alargaram-se as fronteiras, da Núbia até o Eufrates. Ocorre uma aceleração no intercâmbio cultural e comercial com outros povos. Os fenícios, por exemplo, adquiriam os excedentes agrícolas egípcios e os revendiam por toda a bacia do Mediterrâneo.

 

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