Democracia Ateniense – Política em Atenas | Resumo

By | junho 7, 2016

Na democracia “democracia ateniense” as mulheres atenienses não podiam participar da Assembléia nem exercer cargos administrativos; geralmente não podiam comparecer aos tribunais sem um representante masculino nem possuir ou herdar bens; tinham poucas oportunidades para desenvolver seus talentos; raramente saíam de casa sem o consentimento dos maridos.

Quando um homem levava convidados para casa, a mulher supervisionava o preparo da comida mas não se juntava a eles, e não acompanhava o marido quando este visitava os amigos. Atenas era uma sociedade sob o domínio do sexo masculino.

Os críticos antigos também atacavam a democracia ateniense. Não confiavam na capacidade das pessoas comuns para governar. Eles consideravam a democracia um governo de massa e que a Assembléia tomava por vezes decisões precipitadas, insensatas e deixava-se influenciar pela oratória de demagogos, que, segundo o historiador ateniense Tucídides, conduzem o povo “lisonjeando seus sentimentos”.

 

Democracia Ateniense

 

Nosso atual modelo de Estado é fruto da Revolução Francesa, que, fascinada pela democracia grega, considerava que os atenienses criaram o princípio do Estado legal – um governo fundado em leis discutidas, planejadas, emendadas e obedecidas por cidadãos livres – e a ideia de que o Estado representa uma comunidade de cidadãos livres. Ao afirmarem que o governo era algo que as pessoas criavam para satisfazer as necessidades humanas, os atenienses consideravam seus governantes homens que haviam demonstrado capacidade para dirigir o Estado, e …ão deuses ou sacerdotes.

Assim como desmistificaram a natureza, os gregos também retiraram o mito do domínio da política. No Oriente Próximo, a lei era concebida pelos deuses, e não podia ser separada da religião. Nem ela nem a autoridade política podiam ser matéria do discurso racional. Atenas era única, pois tentava basear o Estado e sua autoridade na razão humana, respeitando o direito do cidadão de expressar suas idéias sobre o que é certo ou justo.

Liberdade e Política democrática

Tanto o pensamento político sistemático quanto a política democrática tiveram origem na Grécia. Lá, pela primeira vez, discutiram-se os méritos das várias formas de governo. É à Grécia que remontam as idéias de cidadania e de igualdade perante a lei.

No entanto, há uma diferença fundamental entre o conceito grego de liberdade e o nosso. Preocupamo-nos em proteger o indivíduo do poder do Estado, que freqüentemente é por nós considerado uma ameaça à liberdade individual. Na máxima de Thomas Jefferson, patriarca da democracia norte-americana, “o melhor governo é o que governa menos”, ou seja, quanto menos o governo interferir em nossas vidas, melhor. Esse é o cerne de nosso ideal democrático.

Ao identificarem o bem do indivíduo com o bem da comunidade, os gregos não cuidaram de criar mecanismos de defesa contra o Estado. Para eles o Estado não significava uma temível força estranha contra a qual tivessem de se proteger, mas uma espécie de segunda família, que lhes ensinava o caminho correto e lhes permitia desenvolver seu potencial.

Péricles (495-429 a.C.), um talentoso estadista, orador e comandante militar, foi a principal personalidade dr vida ateniense no séculoV a.C. Tão notável foi sua liderança que esse período, no qual os atenienses foram grandes no fazer política, na escultura, na arquitetura, na filosofia e no teatro, é chamado de Século de Péricles.

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