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Por que é importante saber sobre a História do Brasil?

Conhecer a história do próprio país é um mergulho cultural e uma  viagem no tempo. Conhecer a história do Brasil é essencial para interpretar o que ocorreu no país e entender a respeito da cultura de outros países que aqui estiveram. A História do Brasil fala sobre a nossa identidade e formação, o que representa um grande passo em termos de conhecimento em narrativas e até mesmo em idiomas, entre outros detalhes. Saiba mais sobre a importância em aprender a História do Brasil logo abaixo.

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A importância em aprender a história do Brasil

Conhecer a história do Brasil é saber a respeito de Portugal e sua cultura, bem como entender o poder da imigração e conhecer a respeito do comportamento e atitudes de outros povos aqui no país. Sem sombra de dúvidas, um bom professor de história é capaz de explicar tudo para você passo a passo. Você poderá ter um bom professor na escola ou faculdade, ou até mesmo em aulas particulares ou através de plataformas online ou aulas pelo Skype. O importante é escolher um bom professor e sentir confiança nele.

Ao conhecermos a história do Brasil podemos visualizar a nossa linha do tempo. Como era o Brasil antes do descobrimento, por exemplo? O que ocorreu com o país depois que Cabral desembarcou aqui e os eventos envolvendo Dom Pedro I e II.

A História do Brasil registra fatos e também podemos conhecer os personagens tão importantes que por aqui viveram e tiveram uma grande influência em nossa cultura. Realmente, aprender História do Brasil é um privilégio, pois, é fazer um mergulho em nossa própria história. O mundo precisa conhecer um pouco a respeito do nosso país e estes ensinamentos são essenciais.

Conheceremos muito a respeito das relações internacionais que o Brasil viveu, a chegada de novos povos nestas terras, e a influência da cultura dos mesmos no Brasil, e até mesmo o aprendizado de novos idiomas. Não tenha dúvidas que todo este aprendizado mostra todas as experiências que vivemos – sendo elas negativas ou positivas, portanto, um bom professor é capaz de escrever a nossa história de uma forma didática mostrando a realidade dos fatos e fazendo uma análise a respeito do presente e do futuro do país.

Aprender é  sempre importante

A importância do ensino de idiomas está intimamente ligado ao aprendizado a respeito da História do Brasil, sendo assim, a cada dia que passa, as ligações entre o passado e o presente se mostram de forma mais clara. Porque devemos estudar o português e o inglês, por exemplo? Qual é a importância do povo alemão e italiano em nossas terras? São diversas variantes que temos a disposição que nos mostra um amplo leque de oportunidades.

Todos os países vivem momentos únicos que realmente ficam marcados para sempre e o Brasil não é diferente. O importante é ensinar da forma correta e não deixar dúvidas a respeito do nosso povo e nossa cultura. Vale a pena ter em mente os elos entre eventos passados com o que ocorre atualmente. A importância de aprender História vai muito além de ser uma pessoa apta para conversar sobre diversos assuntos. Um bom professor é capaz de chamar para si esta responsabilidade de analisar os fatos e criar estas ligações, portanto, vale a pena qualquer estudo a respeito de nossa História tão rica.

Quilombo dos Palmares

Durante os mais de três séculos de escravidão africana no Brasil, os negros sempre lutaram por sua liberdade.
Ao serem capturados na África e embarcados à força nos navios negreiros, muitos começavam a sofrer de banzo, uma tristeza profunda que os impedia de comer e de querer continuar vivendo; alguns chegavam à morte.

Já no cativeiro, os escravos mostravam resistência de variadas maneiras: suicidavam-se, envenenavam os senhores, praticavam o aborto, quebravam ferramentas e boicotavam o trabalho.

Além disso, aguardavam uma oportunidade para fugir. Os negros fugitivos organizaram-se em quilombos, comunidades de escravos em áreas de difícil acesso.

O maior e mais importante quilombo foi o de Palmares, que se localizava na região da serra da Barriga, no atual estado de Alagoas, o qual chegou a reunir cerca de 30 mil habitantes.

O quilombo era formado por várias aldeias, chamadas mocambos, e seus moradores praticavam a agricultura –
milho, mandioca, feijão e cana. Desenvolviam também o artesanato de cerâmica e Objetos de ferro.

O primeiro governante de Palmares foi Ganga Zumba, sucedido por seu sobrinho, conhecido como o grande líder Zumbi.

Atacado pelos senhores de engenho e pelas autoridades coloniais, o quilombo dos Palmares resistiu por cerca de 65 anos a várias tentativas de destruição: de sua organização, por volta de 1630, só foi destruído em 1695, pela ação de Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista. Muitos quilombos resistiram, escondidos no interior do imenso território brasileiro.

Atualmente, existem aproximadamente 500 comunidades remanescentes de quilombos espalhadas pelo Brasil. São comunidades rurais que estão estabelecidas nas mesmas regiões, conservando algumas tradições africanas, como o uso coletivo da terra. De acordo com a Constituição de 1988, essas terras devem ser oficialmente entregues a seus habitantes; porém, ainda hoje, nem todos conseguiram seus títulos de propriedade.

Quem eram os Bandeirantes? História do Brasil – Resumo

Antes de respondermos a pergunta “quem eram os bandeirantes”, é necessário entendermos o que foram as entradas.

Desde o inicio da colonização, expedições de caráter oficial para reconhecimento do interior do Brasil foram organizadas partindo de diversos pontos do litoral – eram as chamadas entradas.

Porém, foi São Paulo o principal foco de irradiação de expedições particulares, que receberam o nome de bandeiras. Em 1554, os jesuítas fundaram um colégio que deu origem à vila de São Paulo de Piratininga.

Isolada, separada do litoral pela serra do Mar, a vila manteve-se muito pobre e pouco povoada. Sem condições de adquirir escravos africanos, grupos organizados escravizavam os indígenas. Por várias vezes, enfrentaram os jesuítas na tentativa de capturar os índios das missões, que eram cristianizados e adaptados ao trabalho agrícola.

Para capturá-los, esses grupos organizavam as bandeiras, expedições armadas que desbravavam os sertões.

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Quem foram os bandeirantes?

Nesse cenário, cada bandeira era composta, em geral, de centenas de integrantes, entre eles homens brancos – os bandeirantes -, índios e mamelucos que serviam como carregadores e guias.

Uma bandeira podia durar anos e sempre era liderada por um chefe, com poderes absolutos sobre os demais. Os bandeirantes seguiam a pé ou navegando pelos rios. Buscavam na própria mata os meios de subsistência, mediante caça, pesca e coleta.

Outra atividade desenvolvida pelos bandeirantes foi o sertanismo de contrato, no qual os senhores de engenho do Nordeste brasileiro contratavam seus serviços para capturar escravos fugitivos e para destruir quilombos.

No final do século XVII, atendendo aos insistentes pedidos do governo português, partiram de São Paulo bandeiras em busca de metais e pedras preciosas.

Depois de tentativas frustradas, como a de Fernão Dias Pais – que não encontrou as sonhadas esmeraldas, mas apenas turmalinas -, em 1693, Antônio Rodrigues Arzão e, no ano seguinte, Bartolomeu Bueno Siqueira encontraram ouro em Minas Gerais.

As expedições bandeirantes ultrapassaram a linha do Tratado de Tordesilhas e, como resultado, contribuíram de forma decisiva para a expansão do território brasileiro.

Invasão Holandesa no Brasil – Maurício de Nassau – Resumo

A história da Invasão Holandesa no Brasil começa no meio do século XVI. Em 1581, logo após a União Ibérica, a Holanda proclamava sua independência em relação à Espanha.

Com o objetivo de prejudicar a nova nação, Filipe II fechou os portos brasileiros e portugueses aos navios com bandeira holandesa. A medida foi considerada inaceitável pelos holandeses, parceiros no negócio do açúcar.

Como conseqüência, a Companhia das índias Ocidentais, uma empresa flamenga fundada em 1621, decidiu apoderar-se das áreas produtoras de açúcar no Brasil.

A primeira tentativa de invasão ocorreu em maio de 1624, na Bahia. Os holandeses, porém, foram derrotados no ano seguinte.

Em fevereiro de 1630, uma poderosa armada da Companhia das Índias aportou no litoral de Pernambuco. Primeiro, conquistou Olinda, depois Recife e, em seguida, quase todo o Nordeste, à exceção da Bahia. Os holandeses conseguiram se estabelecer graças a acordos feitos com os senhores de engenho, que previam o respeito a suas propriedades e a abertura de amplos créditos.

Maurício de Nassau Siegen – A conquista  Holandesa no Brasil

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A consolidação da conquista deu-se a partir de 1637, com a chegada de um novo governante holandês, o conde João Maurício de Nassau Siegen. Nobre dotado de grande cultura, ele organizou a urbanização de Recife, convidou artistas e cientistas para estudar e retratar as paisagens e o povo brasileiro, e promoveu a liberdade de culto religioso.

Em 1644, Maurício de Nassau foi demitido e obrigado a retornar para a Holanda, pois a Companhia entendia que sua administração era muito onerosa.

Os novos administradores passaram a cobrar antigas dívidas, a aumentar as taxas e impostos e a negar empréstimos aos donos de engenhos. Estes reagiram e, a partir de 1645, organizaram uma resistência ao domínio holandês, conhecida como Insurreição Pernambucana, Em 1654, no Tratado da Campina do Taborda, os holandeses assinaram a rendição.

Expulsos do Brasil, os holandeses começaram a organizar a produção açucareira em suas ilhas antilhanas e se tornaram fortes concorrentes do Brasil no competitivo mercado internacional de produtores de açúcar.

O que Foi a União Ibérica ? – Resumo de História

A história da União Ibérica começa durante o século XVI, a Espanha era a nação mais rica e poderosa da Europa, principalmente devido ao enorme afluxo de metais preciosos de suas colônias americanas. O rei Filipe II pertencia à poderosa família Habsburgo.

Já Portugal, que perdera o monopólio do comércio com as Índias Orientais e ainda não havia conseguido organizar a colonização do Brasil de maneira rentável, encontrava-se debilitado.

Em 1578, o rei português D. Sebastião, tentando estabelecer um novo império colonial no norte da África, provocou uma terrível derrota das forças portuguesas ante os mouros, na Batalha de Alcácer-Quibir, na qual se perdeu o próprio rei.

O desaparecimento do corpo do jovem monarca deu origem ao culto conhecido como sebastianismo, uma crença messiânica no retorno do rei, que reconduziria Portugal ao antigo esplendor.

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O sucessor de D. Sebastião foi seu tio, o cardeal O. Henrique, que morreu dois anos depois. Extinguia-se, assim, a dinastia de Avis e iniciava-se uma violenta luta pelo poder.

O rei espanhol Filipe II era neto, por parte de mãe, de D. Manuel, o 1: Venturoso, e reivindicou seu direito ao trono português. Forças espanholas invadiram Portugal, em 1580, ao mesmo tempo que Filipe II articulou acordos com parte da nobreza lusitana. Após fazer o “Juramento de Tomar”, junto às cortes portuguesas.

O Fim da União Ibérica…

Filipe II tornou-se também rei de Portugal e de suas colônias. Portugal conseguiu manter relativa autonomia em relação à Espanha, como a manutenção do português como idioma oficial e o direito de todos os funcionários do reino lusitano e das colônias continuarem a ser portugueses.

Porém, as antigas leis, conhecidas como Ordenações Manuelinas, foram substituídas pelas Ordenações Filipinas.

A União Ibérica estendeu-se de 1580 a 1640, quando D. João IV de Bragança foi aclamado rei de Portugal.

Missões Jesuítas: Companhia de Jesus e Sete povos – Resumo

As Missões Jesuítas, a Companhia de Jesus e Sete povos das missões se misturam na História do Brasil. Os jesuítas eram padres da ordem religiosa da Companhia de Jesus, fundada pelo espanhol Ignácio de Loyola, em 1540, para difundir o catolicismo.

Em 1549, com a comitiva do primeiro governador-geral, Tomé de Souza, os jesuítas chegaram ao Brasil. Seu primeiro provincial foi o padre Manuel da Nobrega, cujo fiel companheiro era o padre José de Anchieta.

A chegada da Companhia de Jesus

A Companhia de Jesus desembarcou na colônia portuguesa com dois objetivos principais: organizar colégios, que constituíram a base da educação formal no Brasil colonial, e fundar missões – aldeamentos indígenas com o objetivo de converter os nativos à fé cristã.

Os padres jesuítas lutaram contra a escravização dos indígenas. Acreditavam que eles deveriam ser separados do convívio com os europeus e dos vícios dos brancos. Embora bastante tolerantes com os costumes indígenas, os padres combatiam a antropofagia, a poligamia e o nomadismo.

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Durante o governo de Mem de Sá, os jesuítas chegaram a agrupar 34 mil indígenas em 11 aldeamentos ao redor de Salvador. Porém, colonos portugueses capturaram e escravizaram quase a metade dos indígenas aldeados; os que resistiram foram atacados por violenta epidemia de varíola, que os dizimou.

Apesar do fracasso dessa experiência, novos aldeamentos surgiram na região amazônica e na bacia do rio da Prata, Nesses aldeamentos, os indígenas dedicavam-se ao cultivo da terra, ao pastoreio e ao artesanato. Vigorava um sistema comunitário e não havia escravidão.

Sete Povos das Missões

Os indígenas eram dirigidos pelos jesuítas, que aprenderam as línguas nativas e encarregaram-se do trabalho de catequese nas comunidades, O conjunto de aldeamentos mais bem-sucedido foi o de Sete Povos das Missões em área de conflito territorial entre Portugal e Espanha – no atual Rio Grande do Sul. Sete Povos foi destruído em 1757, após inúmeras batalhas, conhecidas como Guerras Guaraníticas.

Os jesuítas foram expulsos de Portugal e de suas colônias, em 1759, pelo marquês de Pombal.

Escravidão no Brasil – Escravidão Africana – Resumo

Para fornecer a mão-de-obra necessária ao trabalho nos engenhos, foi instituído o tráfico negreiro para abastecer a escravidão no Brasil, o que acabou gerando uma atividade altamente lucrativa para os comerciantes portugueses.

Em território africano, o tráfico desenvolveu-se sobretudo na costa ocidental. Chefes tribais capturavam negros de tribos inimigas e, com os traficantes, trocavam os homens presos por bebidas, armas, tecidos e enfeites.

Os negros aprisionados viajavam para o Brasil em navios, chamados de tumbeiros, durante cerca de 40 dias e em precária situação: amontoados, acorrentados, mal alimentados e sob péssimas condições de higiene.

Por mais de três séculos, cerca de 5 milhões de africanos foram encaminhados à força para e submetidos à escravidão no Brasil. Na Bahia, predominavam negros capturados na região da Guiné – eram os chamados sudaneses. Para o Rio de Janeiro e Recife, foram mandados negros de regiões onde atualmente estão Angola, Congo e Moçambique – eram conhecidos como bantos.

No cenário de escravidão no Brasil os negros eram vistos como mercadoria, os negros eram vendidos em mercados de escravos e seu preço variava de acordo com o sexo, a idade, o estado físico e a origem. Os bantos, por exemplo, eram considerados mais cordiais e, por isso, seu preço era mais elevado.

A escravidão africana nos engenhos do Brasil

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A escravidão no Brasil era forte nos engenhos. Por lá, os escravos trabalhavam nas plantações, nas instalações e na casa-grande. Dormiam nas senzalas. Eram constantemente vigiados pelos feitores – empregados de confiança do senhor de engenho.

A alimentação era insuficiente e os castigos físicos – como marcações no corpo com ferro em brasa e surras de açoite – ocorriam com freqüência. Desse modo, a expectativa de vida era baixa. Dificilmente um negro vivia mais de dez anos como escravo.

Durante a vigência da escravidão, até 1888, os negros africanos constituíram a principal mão-de-obra.

No século XVIII, trabalharam nas minas, onde faziam a extração de metais preciosos, e nas cidades coloniais, onde
desempenhavam todos os tipos de atividade, como trabalhadores domésticos, artesãos e carregadores. No século XIX, os negros trabalharam nas lavouras cafeeiras do Sudeste brasileiro.

Pacto Colonial no Brasil – Resumo de História

O Pacto Colonial aconteceu no século XVI, quando o açúcar era um produto muito caro na Europa. Como Portugal pretendia colonizar o Brasil, a cana-de-açúcar, planta asiática que os portugueses já cultivavam em suas ilhas atlânticas, constituía uma excelente opção, já que o solo e o clima locais eram favoráveis.

A fazenda produtora de açúcar chamava-se engenho e englobava tanto a plantação de cana quanto as instalações que a transformavam em açúcar. O proprietário da fazenda, o chamado senhor de engenho, vivia com a família na casa-grande.

O processo de produção de açúcar era o seguinte: depois de colhida, a cana era levada para a moenda, na qual se extraía a garapa – o caldo da cana -, que era fervida e engrossada nas caldeiras, transformando-se em melaço.

Na casa de purgar, o melaço era colocado em formas para secar. Depois de endurecer, o açúcar era encaixotado e transportado para a Europa.

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A produção de açúcar no Brasil colonial caracterizou-se pelo latifúndio, ou seja, por grandes propriedades rurais; pela monocultura, isto é, pelo cultivo de apenas um produto, a cana-de-açúcar; pela produção voltada para a exportação; e pela utilização do trabalho escravo africano.

O Pacto Colonial no Brasil

Na condição de colônia, o Brasil estava submetido ao Pacto Colonial, ou seja, limitava-se a estabelecer relações comerciais com sua metrópole; daí a opção pela cultura de um único produto, que era comercialmente interessante para Portugal.

O pacto colonial fazia com que o Brasil exportasse açúcar e, em contra-partida, importava todo o restante, principalmente os produtos manufaturados, que Portugal não produzia, mas atuava como intermediário dos ingleses.

A produção de açúcar na colônia portuguesa contou com a colaboração de empresários dos Países Baixos, que custeavam as instalações do próprio engenho e compravam o açúcar em Lisboa para refiná-lo e distribuí-lo por toda a Europa.

O auge da produção açucareira aconteceu entre 1570 e 1620. A importância do açúcar para a economia brasileira foi muito além: até meados do século XIX, era o principal produto de exportação.

França Antártica e Equinocial – Resumo de História

A monarquia francesa não aceitou a partilha do mundo promovida pelo Tratado de Tordesilhas, entre portugueses e espanhóis. Por isso, desde o inicio do século XVI, os franceses exploravam o litoral da América portuguesa, extraindo o pau-brasil, atividade para a qual contaram com o apoio de diversos povos indígenas.

França Antártica

Durante o governo de Duarte da Costa, o segundo governador-geral, os franceses empreenderam sua primeira tentativa de efetiva colonizaçáo em terras americanas: em 1555, a serviço do rei Henrique II, Nicolau Durand de Villegaignon fundou a França Antártica, na região da Bala de Guanabara.

Ali, os franceses construíram uma fortificação de madeira – o Forte Coligny – em homenagem ao almirante 1 coligny, principal articulador do projeto colonizador francês nesse litoral.

Os colonos franceses eram principalmente protestantes calvinistas que fugiam da perseguição promovida pelos católicos na França. Para se estabelecerem na região,os franceses contaram com o apoio de grupos indígenas da Confederação dos Tamoios, hostis aos portugueses.

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A resistência lusitana não demorou a vir: as primeiras expedições organizadas para expulsar os franceses tiveram início em 1560. Depois de várias batalhas, os franceses foram definitivamente derrotados, em 1567, pelo terceiro governador-geral, Mem de Sã.

Em 1 de março de 1565, ainda em meio ao conflito, o comandante português Estácio de Sã, sobrinho do governador-geral, fundou a vila de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Os portugueses ainda enfrentariam e venceriam os franceses em outras regiões brasileiras: Paraíba (1584), Sergipe (1590), Rio Grande do Norte (1599) e Ceará (1603).

França Equinocial

Em 1612, ocorreu nova tentativa francesa de apossar-se de terras americanas: a França Equinocial, ocupação do Maranhão, com a fundação da cidade de São Luís, de onde os franceses foram expulsos em 1615.

Em 1616, com a conquista do Pará, os portugueses praticamente sepultaram as ambições francesas em terras sul-americanas. Em 1710 e 1711 ainda ocorreram outras duas tentativas frustradas de invasão ao Rio de Janeiro.

Governo Geral e Tomé de Souza – Resumo – História do Brasil

Em 1548, diante do fracasso das capitanias hereditárias, a coroa portuguesa criou o sistema de Governo-Geral O governador-geral tornava-se o responsável pela centralização da defesa do território e pela administração de toda a colônia. Os capitães-donatários, portanto, prestavam contas ao governador-geral.

Foram mantidos alguns privilégios dos donatários, como a hereditariedade das doações. O sistema de capitanias extinguiu-se em 1791, com a reincorporação da última delas, São Vicente, aos bens da coroa.

Governo Geral:  Tomé de Souza, o primeiro governador

Governo Geral e Tomé de Souza

Tomé de Souza

A capitania da Bahia de Todos os Santos foi escolhida para sediar o Governo-Geral e o primeiro governador, Tomé de Souza fundou, em 1549, Salvador, a primeira capital do Brasil.

Na administração, o governador era auxiliado pelo provedor-mor, responsável pelas finanças; pelo ouvidor-mor, responsável pela justiça; e pelo capitão-mor, encarregado da defesa. Para proteger a capital, Tomé de Souza exigiu que a cidade fosse construída no alto de um morro, como era o costume em Portugal.

As casas, a sede do governo e o colégio foram instalados na parte alta, enquanto os armazéns e as casas mais humildes localizavam-se na parte baixa, próxima ao mar. Muralhas e fortalezas rodeavam a cidade.

Nessa época chegaram os primeiros jesuítas. Salvador foi a sede do primeiro bispado, responsável pelos assuntos religiosos na colônia.

Nas vilas e cidades coloniais, fundadas quase sempre junto ao litoral, foram criadas as Câmaras Municipais, compostas por vereadores, chamados de “homens bons”; eles eram os proprietários rurais da localidade e, para presidir a Câmara, elegiam um juiz ordinário.

As Câmaras destacavam-se por sua autonomia e pela representação dos interesses da elite colonial. Algumas delas chegaram a ter representantes na corte de Lisboa.