Atenas – Grécia Antiga | Resumo de História

By | junho 7, 2016

Atenas, situada próximo do litoral da península da Ática, possuía uma grande esquadra e encabeçava o comércio entre os gregos. A exemplo de outras cidades-Estado gregas, a monarquia foi a primeira forma de governo adotada. Orei, divinizado, concentrava os poderes em suas mãos. Durante o século VIII a.C., os aristocratas usurparam o poder dos monarcas hereditários e oligarquias foram instituídas.

No século seguinte, as pólis enfrentaram uma crise social. Camponeses que tomavam dinheiro emprestado da aristocracia, dando as terras como garantia, perdiam suas propriedades e, freqüentemente, tornavam-se escravos pelo não-pagamento desses empréstimos.

O código de Drácon

Em Atenas, os camponeses exigiram e receberam, em 621 a.C., uma concessão dos aristocratas, que designaram Drácon para redigir um código de leis escritas. O código de Drácon permitiu aos pobres conhecer a lei e reduziu as arbitrariedades de juízes aristocráticos. Mas as sentenças eram extremamente rigorosas, e o código não trazia alívio para os problemas econômicos dos camponeses.

Atenas caminhava para a guerra civil, à medida que os pobres começavam a se organizar e a exigir o perdão das dívidas e a redistribuição de terras.

Atenas: Rumo à democracia

Grécia Antiga

Em 594 a.C., os aristocratas nomearam Sólon, um poeta, chefe executivo com o intuito de solucionar a crise e evitar o conflito. Ele sustentava que os ricos proprietários de terras com sede de poder haviam destruído a vida da comunidade, levando Atenas às portas da guerra civil. Limitou o tamanho das propriedades, libertou os atenienses escravizados por dívidas, permitiu que todas as classes, até mesmo as mais pobres, participassem da Assembléia e abriu os postos mais altos do Estado aos ricos comerciantes, que anteriormente haviam sido excluídos por não pertencerem à aristocracia agrária.

Ao franquear a Assembléia a todos os cidadãos homens e ao tirar os cargos do domínio exclusivo dos grandes proprietários de terras, Sólon enfraqueceu os direitos tradicionais da aristocracia hereditária e deu início à transformação de Atenas de uma oligarquia aristocrática em uma democracia. Ao completar suas reformas, renunciou ao cargo por recusar-se a usar seu prestígio para se tornar um tirano. A tirania era comum nas cidades-Estado gregas.

Os tiranos geralmente apareciam como defensores dos pobres em sua luta contra os aristocratas. Indício de que o governo devia levar em consideração as necessidades de toda a comunidade.

As reformas de Sólon não eliminaram as disputas entre os clãs aristocráticos nem diminuíram o descontentamento
dos pobres. Psístrato (560-527 a.C.), outro aristocrata, tentou tirar partido da instabilidade geral para tornar-se um tirano. Depois de fracassar em duas tentativas, tomou o poder em 546 a.C. e exilou os aristocratas que se opuseram a ele.

A fim de conquistar o apoio do povo, Psístrato mandou que se instalassem canais para aumentar o abastecimento de água em Atenas e distribuiu terras confiscadas de aristocratas exilados aos camponeses pobres. Essa opção de percurso político fez com que, em seu governo, o monopólio político das famílias aristocráticas fosse eliminado de uma vez por todas.

Os aristocratas continuaram a manter os cargos mais importantes, mas agora eram cada vez mais servidores do Estado, e não um grupo que via o Estado como um instrumento para atender a suas necessidades.
Psístrato estabeleceu fortes incentivos à vida cultural. Realizou grandes projetos arquitetônicos, organizou recitais das epopéias de Homero e instituiu festivais que incluíam representações dramáticas. A cultura, antes privilégio da aristocracia, estendeu-se aos homens comuns. Sua política cultural acabaria por elevar Atenas à capital cultural dos gregos.

Ao enfraquecer ainda mais o poder da aristocracia agrária, Psístrato tornou possível a instauração da democracia com seu sucessor: Clístenes (508-507 a.C.). Por meio de um método de redistribuição de cargos do Estado, Clístenes pôs fim à tradicional prática de competição pelos cargos entre os clãs aristocráticos.

Para proteger a cidade contra a tirania, introduziu a prática do ostracismo. Uma vez por ano concedia-se aos atenienses a oportunidade de inscreverem num caco de barro (ostrakori) o nome de qualquer pessoa que, para eles, representasse perigo para o Estado. Um indivíduo contra o qual se apurasse um número suficiente de votos era ostracizado, isto é, forçado a deixar Atenas durante dez anos.

A Assembléia, que Sólon abrira a todos os cidadãos do sexo masculino, exceto os escravos e os estrangeiros, estava prestes a tornar-se a suprema autoridade do Estado. Nela, a palavra tornara-se o principal instrumento político. Todas as questões de interesse geral eram submetidas à arte da oratória, ao exercício da linguagem.

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