Anos de Chumbo no Brasil – Resumo de História

By | junho 20, 2016

Com a instauração do Ai-5, discordar do regime político tornou-se um crime contra o Estado. A resistência, porém, decidiu se organizar por meio de guerrilhas. Nesse período, foram formados em diversas regiões do Brasil cerca de 50 grupos de luta armada.

Entre eles, destacaram-se o Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), a Aliança Libertadora Nacional (ALN), a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VARPalmares) e o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8).

Anos de Chumbo

Os guerrilheiros compunham-se de integrantes de origens diversas: intelectuais, operários e até militares desertores, além de universitários, estudantes secundaristas e antigos militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – esse partido, no entanto, optou por rejeitar a luta armada, porque não acreditava em suas chances de sucesso.

No total, os grupos guerrilheiros somavam cerca de mil participantes. Eles não representavam uma força determinante para derrubar o regime militar. Porém, eram apresentados pela imprensa, sob rigorosa censura, como perigosíssimos terroristas que ameaçavam desde a segurança nacional até a vida dos cidadãos.

No campo, houve três focos de guerrilha: da serra do Caparaó, em Minas Gerais; do vale do Ribeira, em São Paulo, chefiado por Carlos Lamarca, um ex-capitão e campeão de tiro do Exército que foi perseguido e morto no interior da Bahia em setembro de 1971; e, o mais significativo, o do Araguaia, no Pará.

Na região do Araguaia, 69 militantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B) começaram a implantar a base guerrilheira em 1967. Organizados em quatro colunas e dispersos por 7 mil km², os guerrilheiros do Araguaia resistiram de 1972 até 1974, quando foram derrotados.

A guerrilha urbana, por sua vez teve como principal articulador Carlos Marighella, líder da Aliança Libertadora Nacional (ALN), morto em novembro de 1969 em uma emboscada.

Marighella atuava principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Suas ações incluíam seqüestro de diplomatas para negociar a libertação de presos políticos, atentados à bomba em quartéis e assaltos a bancos, para angariar fundos para a ação revolucionária.

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