1968 e a Passeata dos Cem Mil – Resumo de História

By | junho 20, 2016

Em março de 1967, o general Artur da Costa e Silva assumiu a presidência. Alguns antigos líderes políticos começavam a esboçar uma reação contra o autoritarismo que se instalava. Três deles – Carlos Lacerda, governador do então estado da Guanabara, Juscelino Kubitschek e João Goulart, ainda exilado no Uruguai – criaram a “Frente Ampla”, movimento que objetivava restabelecer a democracia no País. Considerado perigoso à segurança nacional, o grupo foi proibido de atuar em 1968.

A Igreja Católica também sinalizou seu descontentamento. Em julho de 1968, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criticou as ações repressivas do governo sob a justificativa da Lei de Segurança Nacional.

O ano de 1968 foi marcado por manifestações estudantis em diversos países e no Brasil não foi diferente: a União Nacional dos Estudantes (UNE), apesar de proibida de atuar desde 1964, organizou protestos por todo o Pais.

O enterro do estudante Édson Luis de Lima Souto, morto em março de 1968 durante uma repressão policial no Rio de Janeiro, transformou-se em passeata e sua missa de 72 dia foi marcada por violentos confrontos com a policia.

Rio de Janeiro: Passeata dos Cem Mil

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Em junho, a “Passeata dos Cem Mil”, no Rio de Janeiro, exigiu a libertação dos estudantes presos. Em agosto, a polícia invadiu a Universidade de Brasília e mais estudantes e professores foram presos.

Em outubro, estudantes do Mackenzie, em São Paulo, atuantes no Comando de Caça aos Comunistas (CCC), enfrentaram os alunos da Faculdade de Filosofia da USP. No confronto, um estudante secundarista foi assassinado e o prédio da Filosofia, incendiado.

O golpe mais duro ao movimento estudantil ocorreu poucos dias depois. Durante o XXX Congresso da UNE, realizado clandestinamente em lbiúna, no interior de São Paulo, a polícia invadiu o local e prendeu 739 estudantes, entre eles os lideres do movimento.

Além dos estudantes, a classe operária também se manifestou. Foram duas grandes greves: em abril de 1968, os metalúrgicos da cidade mineira de Contagem e, em julho, os de Osasco, em São Paulo.

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